Atacando as formas para resgatar a essência.
por onde esse livro vai passar
Deus, razão, Reino, religião, igreja, poder, tabus e algumas certezas que talvez não sobrevivam até a última página.
antes de começar
Este livro não é contra Cristo. É contra tudo o que construímos ao redor dele até quase não conseguirmos mais vê-lo. Antes de continuar, uma provocação: talvez o problema não seja perder a fé. Talvez seja nunca ter separado Cristo das formas criadas em seu nome.


parte I — a-teísmo, razão e revolução
Antes de discutir igreja, é preciso discutir Deus, verdade e o próprio homem. Aqui começam as perguntas que desmontam certezas confortáveis, religiosas ou não. Porque duvidar pode ser perigoso. Mas acreditar sem pensar também.
parte II — dois mundos e a esperança
Existe o mundo como ele é e o mundo como deveria ser. Entre os dois está a esperança. Esta parte fala de eternidade, morte, razão, conversão e Reino para perguntar se o Evangelho realmente nos ensina a fugir deste mundo ou a participar de sua redenção.


parte III — à beira do precipício
Ideias, poder, violência, dinheiro, religião, razão. Tudo parece funcionar até chegarmos à beira do precipício. Aqui, algumas certezas começam a perder o chão e surge uma suspeita incômoda: talvez o maior problema do mundo não esteja nos sistemas que criamos, mas no homem que os cria.
parte IV — início
Do jardim ao Reino, a Bíblia conta uma história muito maior do que a religião costuma resumir. Criação, queda, Abraão, Cristo, cruz, ressurreição e nova criação aparecem aqui como partes de uma única narrativa: Deus não desistiu daquilo que criou.

parte V — mere coincidence

Quando o Evangelho vira instituição, algumas coincidências começam a parecer coincidências demais. Poder, títulos, apóstolos, prosperidade, controle e gente convertida mais à igreja do que a Cristo. Talvez o problema não seja apenas aquilo em que acreditamos, mas aquilo que construímos com o que acreditamos.

parte VI — paráfrases bíblicas
E se algumas palavras bíblicas fossem arrancadas do ambiente religioso onde aprendemos a ouvi-las? Jesus volta a confrontar hipócritas, tradições, dinheiro, poder e pretensão espiritual. Não para reescrever a Bíblia, mas para deixar sua provocação chegar mais perto.
parte VII — repensando as formas para resgatar a essência
Púlpitos, autoridades, performances, títulos, ceia, liderança e estruturas. Nada disso precisa ser necessariamente destruído. Mas tudo precisa poder ser questionado. Porque quando a forma passa a exigir que a vida a sirva, aquilo que nasceu como instrumento acaba ocupando o lugar da essência.

parte VIII — sonhos

Depois de desmontar tanta coisa, é justo perguntar: então, o que colocar no lugar? Aqui a crítica dá espaço à imaginação. Uma comunidade sem donos, menos preocupada em manter uma instituição e mais interessada em servir gente, cidade, cultura, arte, trabalho, amizade e mesa. Talvez igreja possa parecer outra coisa.
parte IX — tabus
Sexo. Mulher. Homem. Oração. Silêncio. Filhos. Corpo. Ceia. Êxtase. Há assuntos que a religião prefere resolver rapidamente porque perguntas demais ameaçam respostas antigas. Nesta parte, nada é poupado só porque aprendemos que não deveria ser discutido.


parte X — tirando a cabeça da caixa
Depois de desmontar tanta coisa, é justo perguntar: então, o que colocar no lugar? Aqui a crítica dá espaço à imaginação. Uma comunidade sem donos, menos preocupada em manter uma instituição e mais interessada em servir gente, cidade, cultura, arte, trabalho, amizade e mesa. Talvez igreja possa parecer outra coisa.
epílogo — e agora?
Depois de 78 textos atacando formas, resta voltar ao princípio. Antes da igreja, antes da liturgia, antes dos sistemas religiosos, antes até de nossas ideias sobre Deus: quem é esse Deus? De El a YHWH, de YHWH ao Pai revelado por Jesus, a última pergunta talvez seja também a primeira: estamos adorando Deus ou uma versão ampliada de nós mesmos?
